quinta-feira, 7 de junho de 2012

Poesia: A Garcia Lorca / Autor: Fujiyama

A branca madrugada não sabia
que encontraria o teu corpo, frio
como o orvalho que caíra
de noite, manso, sobre os olhos.

Estavas já no outro plano
imenso e leve, e breve habitarias
todos os lugares que só tu
e os anjos conhecem intimamente.

O súbito estremecer de uma folhagem
ao toque ingênuo de uma lebre,
e uma asa que deslizava lenta

sobre os teus lábios, eram tudo
que em teu redor inda se movia.
O resto, sem aviso, emudecera longamente...

Imagem: http://pinterest.com/pin/136374694936499808/