sábado, 29 de setembro de 2012

Cantiga: Adoletá

Adoletá
Lepeti
Peti
Polá
Lê café com chocolá
Adoletá
Puxa o rabo do tatu
Quando quem saiu foi tu
Puxa o rabo da cutia
Quando sai a sua tia
Quando um ganha o outro perde
Não adianta disfarçar
E tem que ficar ligado
Quando a música parar
(Bate a mão direita com a direita do companheiro à sua frente e a esquerda com a esquerda).

Imagem: http://follettina.deviantart.com/

domingo, 16 de setembro de 2012

Música: A Lenda / Compositores: Kiko, Feghali, Nando

Bem lá no céu uma lua existe
Vivendo só no seu mundo triste
O seu olhar sobre a Terra lançou
E veio procurando por amor
Então o mar frio e sem carinho
Também cansou de ficar sozinho
Sentiu na pele aquele brilho tocar
E pela lua foi se apaixonar

Luz que banha a noite
E faz o sol adormecer
Mostra como eu amo você

Se a lenda dessa paixão
Faz sorrir ou faz chorar
O coração é quem sabe

Se a lua toca no mar
Ela pode nos tocar
Pra dizer que o amor não se acabe

Se cada um faz a sua história
A nossa pode ser feliz também
Se o coração diz que sim à paixão
Como pode o outro dizer não


Luz que banha a noite
E faz o sol adormecer
Mostra como eu amo você

Se a lenda dessa paixão
Faz sorrir ou faz chorar
O coração é quem sabe



Se a lua toca no mar
Ela pode nos tocar
Pra dizer que o amor não se acabe



Se a lenda dessa paixão
Faz sorrir ou faz chorar
O coração é quem sabe



Se a lua toca no mar
Ela pode nos tocar
Pra dizer que o amor não se acabe



Se a lenda dessa paixão
Faz sorrir ou faz chorar
O coração é quem sabe



Se a lua toca no mar
Ela pode nos tocar
Pra dizer que o amor não se acabe
Oh oh oh oh oh

Para ver e ouvir: YouTube_RickyVallen.
Imagem: Sabryna Keisy.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Poesia: Os Mochos / Autor: Charles Baudelaire

Sob os feixos onde habitam,
Os mochos formam em filas;
Fugindo as rubras pupilas,
Mudos e quietos, meditam.

E assim permanecerão
Até o Sol se ir deitar
No leito enorme do mar,
Sob um sombrio edredão.

Do seu exemplo, tirai
Proveitoso ensinamento:
- Fugí do mundo, evitai

O bulício e o movimento...
Quem atrás de sombras vai,
Só logra arrependimento!

Imagem: http://disturbiaaa.deviantart.com/

Parábola do Fermento / Autores: Mateus, XIII, 33, Lucas, XIII, 20-21

     "O Reino dos Céus é semelhante ao fermento, que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar toda ela levedada."
     O sentido da parábola é este:
     "É o crescimento forte do Reino de Deus a partir de pequenos começos. O homem não se transforma, de simples e ignorante, em elevado e sábio de um momento para o outro, como o levedo não transforma a farinha na mesma hora em que nela é posto. Aos poucos, à medida que ouve a voz dos profetas, a palavra dos emissários do Alto, a inteligência do homem se vai esclarecendo e o seu Espírito se transforma: ele assimila o Reino dos Céus, que à prima facie lhe pareceu um enigma, mas depois se lhe apresentou positivo, racional, lógico."

Imagem: http://pixabay.com/pt/p%C3%A3o-forma-em-formas-brutas-assar-49598/ 

domingo, 9 de setembro de 2012

Livro: O Livro dos Espíritos / Autor: Allan Kardec

1- "O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro."

2- "Ao passo que o homem superficial não vê numa flor mais do que uma forma elegante , o sábio descobre nela tesouros para o pensamento."

3- "O primeiro indício da falta de bom-senso está em crer alguém infalível o seu juízo."

4- "A inteligência de Deus se revela em Suas obras como a de um pintor no seu quadro, mas, as obras de Deus não são o próprio Deus, como o quadro não é o pintor que o concebeu e executou."

5- "Ele (nossa maneira de pensar) confunde o Criador com a criatura, exatamente como o faria quem pretendesse que engenhosa máquina fosse parte integrante do mecânico que a imaginou."

6- "Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois que é a alma quem pensa."

7- "Tudo é solidário na natureza."

8- "Teu espírito é tudo; teu corpo é simples veste que apodrece."

9- "Quando o Espírito está vivamente preocupado com uma coisa, o corpo nada sente, nada vê e nada ouve."

10- "Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho."

11- "Cada um é recompensado de acordo com as suas obras, com o bem que intentou fazer e com a retidão de suas intenções."

12- "... muitos há que creem ter sido a luz feita exclusivamente para eles."

13- "A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado."

14- "Toda ocupação útil é trabalho."

15- "Imprevidente não é a Natureza, é o homem, que não sabe regrar o seu viver."

16- "Para todos há lugar ao Sol, mas com a condição de que cada um ocupe o seu e não o dos outros. A Natureza não pode ser responsável pelos defeitos da organização social, nem pelas consequências da ambição e do amor-próprio."

17- "Em tudo existe o equilíbrio; o homem é quem o perturba."

18- "Deus a uns deu a força, para protegerem o fraco e não para o escravizarem."

19- "Nem sempre o mais necessitado é o que pede. O temor de uma humilhação detém o verdadeiro pobre, que muitas vezes sofre sem se queixar. A esse é que o homem verdadeiramente humano sabe ir procurar, sem ostentação."

20- "Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica."

21- "O apego às coisas materiais constitui sinal notório de inferioridade, porque, quanto mais se aferrar aos bens deste mundo, tanto menos compreende o homem o seu destino. Pelo desinteresse, ao contrário, demonstra que encara de um ponto mais elevado o futuro."

22- "A responsabilidade dos nossos atos é a consequência da realidade da vida futura."

23- "A crítica só tem valor quando o crítico é conhecedor daquilo de que fala. Zombar de uma coisa que se não conhece, que se não sondou com o escalpelo do observador consciencioso, não é criticar, é dar prova de leviandade e triste mostra de falta de critério."

24- "O progresso da Humanidade tem seu princípio na aplicação da lei de justiça, de amor e de caridade, lei que se funda na certeza do futuro."

25- "Do futuro se pode, pois, julgar pelo passado."

Imagem: http://livrosespiritasmp3.blogspot.com.br/2010/03/o-livro-dos-espiritos.html

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Conto: Os Sete Corvos / Autores: Irmãos Grimm

     Era uma vez um homem que tinha sete filhos, todos meninos, e vivia suspirando por uma menina,. Afinal, um dia, a mulher avisou-lhe que estava mais uma vez esperando criança.
     No tempo certo, quando ela deu à luz, veio uma menina. Foi imensa a alegria deles. Mas, ao mesmo tempo, ficaram muito preocupados, pois a recém-nascida era pequena e fraquinha, e precisava ser batizada com urgência.
     Então, o pai mandou um dos filhos ir bem depressa até a fonte e trazer água para o batismo. O menino foi correndo e, atrás dele, seus seis irmãos. Chegando lá, cada um queria encher o cântaro primeiro; na disputa, o cântaro caiu na água e desapareceu.
     Os meninos ficaram sem saber o que fazer. Em casa, como eles estavam demorando muito, o pai disse, impaciente:
     - Na certa, ficaram brincando e se esqueceram da vida!
     E, cada vez mais angustiado, exclamou com raiva:
     - Queria que todos eles se transformassem em corvos!
     Nem bem falou isso, ouviu um ruflar de asas por cima de sua cabeça e, quando olhou, viu sete corvos pretos como carvão passando a voar por cima da casa.
     Os pais fizeram de tudo para anular a maldição, mas nada conseguiram; ficaram tristíssimos com a perda dos sete filhos. Mas, de alguma forma, se consolaram com a filhinha, que logo ficou mais forte e foi crescendo, cada dia mais bonita.
     Passaram-se anos. A menina nunca soube que tinha irmãos, pois os pais jamais falaram deles. Um dia, porém, escutou acidentalmente algumas pessoas falando dela:
     - A menina é muito bonita, mas foi por culpa dela que os irmãos se desgraçaram...
     Com grande aflição, ela procurou os pais e perguntou-lhes se tinha irmãos, e onde eles estavam. Os pais não puderam mais guardar segredo. Disseram que havia sido uma predestinação do céu, mas que o batismo dela fora a inocente causa.
     A partir desse momento, não se passou um dia sem que a menina se culpasse pela perda dos irmãos, pensando no que fazer para salvá-los. Não tinha mais paz nem sossego.
     Um dia, ela fugiu de casa, decidida a encontrar os irmãos onde quer que eles estivessem, nesse vasto mundo, custasse o que custasse.
     Levou consigo apenas um anel de seus pais como lembrança, um pão grande para quando tivesse fome, um cantil de água para matar a sede e um banquinho para quando quisesse descansar.
     Foi andando, andando, se afastando cada vez mais, e assim chegou ao fim do mundo.
     Então, foi falar com o sol. Mas ele era assustador, quente demais e comia crianças.
     A menina fugiu e foi falar com a lua. Ela era horrorosa, mais fria que o gelo, e também comia crianças. Quando viu a menina, disse com um sorriso mau:
     - Hum, hum... que cheirinho bom de carne humana!
     A menina se afastou correndo e foi falar com as estrelas. Encontrou-as sentadas, cada uma na sua cadeirinha. Todas elas foram bondosas e amáveis com ela. A Estrela D'alva ficou em pé e lhe deu um ossinho de frango, dizendo:
     - Sem este ossinho, você não poderá abrir a Montanha de Cristal, e é na Montanha de Cristal que estão seus irmãos.
     A menina pegou o ossinho, embrulhou-o num pedaço de pano, e de novo se pôs a andar.
     Andou, andou e afinal chegou na Montanha de Cristal. O portão estava fechado; quando desembrulhou o paninho para pegar o osso, ele estava vazio! Ela havia perdido o presente da estrela...
     E agora, o que fazer? Queria salvar os irmãos, mas não tinha mais a chave da Montanha de Cristal.
     Sem pensar muito, meteu o dedo indicador dentro do buraco da fechadura e girou-o, mas o portão continuou fechado.
     Então, pegou uma faca em sua trouxinha, cortou fora um pedaço do dedo mindinho, meteu o pedaço do dedo na fechadura: felizmente, o portão se abriu.
     Assim que ela entrou, um anãozinho veio a seu encontro:
     - O que está procurando, minha menina?
     - Procuro os meus irmãos, os sete corvos.
     - Os senhores corvos não estão em casa e vão se demorar bastante. Mas, se quiser esperar, entre e fique à vontade.
     Assim dizendo, o anãozinho foi para dentro e voltou trazendo a comida dos corvos em sete pratinhos, e a bebida em sete copinhos. A menina comeu um bocadinho de cada prato e bebeu um golinho de cada copo, mas deixou cair o anel que trouxera dentro do último copinho.
     Nesse momento, ouviu-se um zunido e um bater de asas no ar.
     - São os senhores corvos que vêm vindo - explicou o anãozinho.
     Eles entraram, quiseram logo comer e beber e se dirigiram para seus pratos e copos. Então um disse para o outro:
     - Alguém comeu no meu prato! Alguém bebeu no meu copo! E foi boca humana!
     E quando o sétimo corvo acabou de beber a última gota de seu copo, um anel rolou até o seu bico. Ele reconheceu o anel de seus pais e exclamou:
     - Queira Deus que nossa irmãzinha esteja aqui! Então, estaremos salvos!
     Ao ouvir esse pedido, a menina, que estava atrás da porta, saiu e foi ao encontro deles. Imediatamente, os corvos recuperaram sua forma humana.
     Abraçaram-se e se beijaram na maior alegria e, muito felizes, voltaram todos para casa.

Imagem: http://dunechampion.deviantart.com/

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Poesia: Versos inscritos numa taça feita de um crânio / Autor: Lord Byron

Não recues! De mim não foi-se o espírito...
Em mim verás - pobre caveira fria -
Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.

Vivi! Amei! Bebi qual tu: na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! Empina-me!... que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.

Mais vale guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
Taça - levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto de réptil.

Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro
Podeis de vinho o encher!

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra taça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra
E ébria folgando profanar teus ossos.

E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor aí repousa?
É bom fugindo à podridão do lado
Servir na morte enfim p´ra alguma coisa!...

Imagem: http://25.media.tumblr.com/tumblr_m9ciuivWMK1rsfz74o1_500.jpg

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Fábula: O Vento e o Sol / Autor: Esopo

     O vento e o sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte. De repente, viram um viajante que vinha caminhando.
     - Sei como decidir nosso caso. Aquele que conseguir fazer o viajante tirar o casaco será o mais forte. Você começa - propôs o sol, retirando-se para trás de uma nuvem.
     O vento começou a soprar com toda força. Quanto mais soprava, mais o homem ajustava o casaco ao corpo. Desconsolado, o vento se retirou.
     O sol saiu de seu esconderijo e brilhou com todo seu esplendor sobre o homem, que logo sentiu calor e despiu o paletó.

A bondade e a amabilidade são sempre mais fortes que a fúria e a violência.

Imagem: Sabryna Keisy.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Apólogo: O caçador providencial / Autor: Chico Xavier (ditado pelo espírito Irmão X)

     Conversávamos acerca do sofrimento, quando o orientador hindu que nos acompanhava contou uma simplicidade infantil:
     - O Anjo da Libertação desceu do Paraíso a este mundo, pousando num cômoro verdejante, a reduzida distância do mar.
     Aproximaram-se dele um melro, um abutre, uma tartaruga e uma borboleta.
     Reconhecendo que essa era a assembléia de que podia dispor para a revelação que trazia, o iluminado peregrino começou ali mesmo, a exalar as virtudes do Alto, convidando-os à Vida Superior.
     Com frases convincentes, esclareceu que o melro, guindando aos cimos de luz, transformar-se-ia num pombo alvo, que o abutre seria metamorfoseado numa ave celestial, que a tartaruga receberia nova forma, suave e leve, em que lhe seria possível planar na imensidão azul e que a borboleta converter-se-ia em estrela luminescente...
     Os ouvintes assinalaram as promessas com emoção; no entanto, assim que o silêncio voltou a reinar, o melro alegou:
     - Anjo bom, escuse-me! Um ninho espera-me no arvoredo... Meus filhotes não me entenderiam a ausência...
     E afastou-se, apressado.
     O abutre confessou em tom enigmático:
     - Comovente é a vossa descrição do Plano Divino, entretanto, possuo interesses valiosos no mundo. Preciso voar...
     E partiu, batendo as asas, a fim de arrojar-se sobre carniça próxima.
     A tartaruga moveu-se lentamente e explicou:
     - Quisera seguir-vos, abandonando o cárcere sob o qual me arrasto no solo, contudo, tenho meus ovos na praia...
     E regressou pachorrenta, à habitação que lhe era própria.
     A borboleta achegou-se ao pregador da bem-aventurança e disse delicada:
     - Santo, não posso viajar convosco. Moro num tronco florido e meus parentes não me desculpariam a fuga.
     E tornou à frescura do bosque.
     O anjo, que não podia violentá-los, marchou sozinho, para adiante...
     A borboleta, porém, apenas avançara alguns metros, na volta a casa, viu-se defrontada por hábil caçador que lhe cobiçava as asas brilhantes.
     Após longa resistência, tentou alcançar a árvore em que residia, mas, perseguida, presenciou a morte de alguns dos familiares que repousavam. Chorosa, buscou refugiar-se em velha furna, sendo facilmente desalojada pelo implacável verdugo. Ensaiou, debalde, esconder-se entre velhos barcos esquecidos na areia... Tudo em vão, porque o homem tenaz era astucioso e sabia frustrar-lhe todas as tentativas de defesa, armando-lhe ciladas cada vez mais inquietantes. 
     Quando a pobre vítima se sentia fraquejar, lembrou-se do Anjo da Libertação e voou ao encontro dele.
     O mensageiro divino recebeu-a, contente, e, oferecendo-lhe asilo nos próprios braços, garantiu-lhe a salvação.
     O narrador fez pequena pausa e considerou:
     - O sofrimento é assim como um caçador providencial em nossas experiências. Sem ele, a Humanidade não se elevaria à renovação e ao progresso. Quem se acomoda com os planos inferiores, dificilmente consegue descortinar a Vida Mais Alta, sem o concurso da dor. Saibamos, assim, tolerar a aflição e aproveitá-la. Quando a criatura se vê na condição da borboleta aflita e desajustada, aprende a receber na Terra o socorro do céu.
     Calou-se o mentor sábio, e, porque ninguém comentasse o formoso apólogo, passamos todos a refletir.

Imagem: Sabryna Keisy.

domingo, 2 de setembro de 2012

Música: Balada de Gisberta / Compositor: Pedro Abrunhosa

Perdi-me do nome,
hoje podes chamar-me de tua,
dancei em palácios,
hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
hoje visto as bermas da estrada,
de que serve voltar
quando se volta p'ró nada.
Eu não sei se um Anjo me chama,
eu não sei dois mil homens na cama
e o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
eu não ouço o meu grito na treva,
e o fim vem me buscar.
Sambei na avenida,
no escuro fui porta-estandarte,
apagaram-se as luzes,
é o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
corações que já esqueci,
com sedas matei
e com ferros morri.
Eu não sei se um Anjo me chama,
eu não sei dois mil homens na cama
e o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
eu não ouço o meu grito na treva,
e o fim vem me buscar.
Trouxe pouco,
levo menos,
e a distância até ao fundo é tão pequena,
no fundo, é tão pequena,
a queda.
E o amor é tão longe,
o amor é tão longe...
E a dor é tão perto

Para ver e ouvir: YouTube_MariaBethânia e YouTube_RickyVallen
Imagem: http://malicent.deviantart.com/

Citações / Diversos Autores

"A esperança é o último remédio que a natureza deixou a todos os males."
- P. Antônio Vieira.

"Em rio onde não há peixe, é inútil deitar a rede."
 - Adágio popular.

"Tudo que vejo em você me fascina: no olhar um brilho especial, no sorriso a liberdade, nas mãos um calor suave e nos braços a completa felicidade."
- ?

"A natureza é muda para os néscios, como os livros para aqueles que não sabem lê-los."
- Marquês de Maricá.

"De todas as dores que já senti, a maior e a mais profunda foi por saudade de você."
- ?

"Todas as audácias da mulher são, mais ou menos, a consequência de tolices do homem." 
- Julio Dantas.

"O importante é que a nossa emoção sobreviva."
- Paulo César.

"O amor começa onde termina a possessividade."
- A. Santini.

"O espírito carece de descanso, de férias, de romantismo."
- Afonso Duarte de Barros.

"Se convivemos bem com uma pessoa não é porque ela pensa e age como nós."
- Carlos Romero.

"Mãe é tão importante que até Jesus precisou de uma."
- ?

"Não há nada mais triste do que um adeus sem esperança..."
- ?

"O que seria da luz se não fosse a escuridão."
- ?

"Um louco perde tudo, menos a razão."
- Gilbert Keith.

"A diferença entre as lembranças falsas e as verdadeiras é a mesma das jóias: as falsas sempre aparentam ser as mais reais, as mais brilhantes."
- Salvador Dali.

"O melhor espelho é um velho amigo."
- George Herbert.

"Você não é o único motivo para o meu sorriso, mas sem dúvida é o mais importante."
- ?

"Amigo verdadeiro é aquele que chega quando todos foram embora."
- ?

"O céu não é tão grande quanto o nosso amor."
- ?

"Não apresse o rio, ele corre sozinho."
- ?

"O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra."
- Aristóteles.

"Nós estamos onde nossas preocupações estão."
- Gonçalves Ribeiro.

"A felicidade não é mais do que um sonho; só a dor é realidade."
- Voltaire.

"De Cristo eu gosto. Pena que o manipularam pra tanta babaquice. Pra começar, dizer que ele é filho de Deus. Que besteira. Será que o homem é tão incapaz de se dar valor a ponto de achar que, quando outro homem é genial, tem que ser do outro mundo? Que nada, Jesus era tão homem quanto eu."
-Do livro Feliz Ano Velho de Marcelo Paiva.

"Nem o tempo destruirá os momentos felizes que passo ao teu lado."
- ?

"O caminho da verdade é único e simples; e o da falsidade vário e infinito."
- Frei Amador Arrais.

"Ninguém é proprietário de nada, a não ser da sua própria consciência."
- ?

"Renunciar é sobretudo um ato de coragem. E poucos conseguem praticá-lo." 
- ?

Poesia: Acordar, viver / Autor: Carlos Drummond de Andrade

Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.

Imagem: Sabryna Keisy.