domingo, 20 de abril de 2014

Poesia: Errância / Autor: Társio Pinheiro


O peixe que me conduz
corre num rio de luz
em meio à tarde suspensa
na transparência do ar.

O peixe que me conduz
vive do limo em meu corpo
e de repente se some
nas profundezas do ar.

O peixe que me conduz
perdeu-se do seu cardume
nesse rio que desliza
entre os abismos do ar.

Imagem: http://www.pinterest.com/pin/49539664626567679/